SEJAM BEM VINDO!






“Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas.

Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo.

Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo.


Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar.

Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.”

Rubem Alves












sábado, 17 de setembro de 2011

PROJETO INTERDISCIPLINAR: INTEGRANDO E DESENVOLVENDO VALORES


PROJETO INTERDISCIPLINAR:
INTEGRANDO E DESENVOLVENDO VALORES

COMPONENTES CURRICULARES ENVOLVIDOS:
·        Ensino Religioso
·        Língua Portuguesa
·        Sociologia
·        Arte
·        Filosofia

TEMPO DE DURAÇÃO: 10 meses (fevereiro a novembro)

JUSTIFICATIVA
O debate sobre a função social da escola tem ganhado cada vez mais espaço em nossa sociedade. Assim, defende-se que o seu papel principal é não só preparar o aluno intelectualmente, mas prepará-lo para exercer papéis sociais, além de inseri-lo no mercado de trabalho.
Dessa forma, cabe aos agentes do processo educativo desenvolver um trabalho de reflexão e ação que permita a plena formação do educando, preparando-o para agir e pensar criticamente e, mais que isso, lutar contra as desigualdades e exclusões.
A partir dessas perspectivas, busca-se através de projeto trabalhar temas que possibilitem a construção de conhecimentos, a elevação da auto-estima e o desenvolvimento de valores fundamentais por parte do educando.
Finalmente, espera-se contribuir para o fortalecimento do respeito aos direitos humanos, o respeito à diversidade e o cultivo de uma boa convivência social.

OBJETIVO GERAL
Tornar as aulas das diferentes disciplinas num espaço de discussão, reflexão, formação de valores e busca de alternativas para mudar a realidade.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
·        Proporcionar o exercício do compromisso, do trabalho em grupo e da defesa dos direitos humanos.
·        Desenvolver o senso de cidadania e responsabilidade social.
·        Desenvolver o apreço à tolerância e o respeito à diversidade seja ela racial, linguística, sexual, cultural ou religiosa.
·        Incentivar a tomada de posição e o desenvolvimento do senso crítico.
·        Promover a discussões, debates, mesas redondas sobre os temas abordados.
·        Promover experiências de formação de estudantes como agentes de direitos humanos.
·        Promover momentos de interação que oportunizem aos alunos a reflexão sobre temáticas atuais, ajudando-os na formação de valores e atitudes que os permitam agir para mudar a realidade em que vivem.

METODOLOGIA
·        A execução do projeto será feita por meio da realização de realizadas oficina que acontecerão uma vez por mês.
·        Cada oficina terá a duração de 10 horas/aula cada e será executada em horário extra, nas aulas de Ensino Religioso. Serão abordadas as seguintes temáticas:
·        FEVEREIRO/ MARÇO: Pluralidade e respeito às diferenças
·        ABRIL/MAIO: Educação e religiosidade: praticando a “cultura do ser”.
·        JUNHO/JUNHO: Juventude e criminalização- Exclusão social e violência urbana em debate
·        AGOSTO/SETEMBRO: Como ser cidadão numa sociedade que privilegia a competição e o consumismo.
·        OUTUBRO/NOVEMBRO: Ética ambiental: desenvolvendo a consciência ecológica.

RECURSOS A SEREM UILIZADOS
·        TV/DVD
·        Projetor multimídia
·        Computador
·        Aparelho de som
·        Revistas e jornais
·        Papel madeira, cartolina
·         
·         ETAPAS PREVISTAS

I OFICINA: Pluralidade e respeito às diferenças

I MOMENTO
·        Apresentação do projeto
·        MENSAGEM
·        DINÂMICA

II MOMENTO
·        Distribuição do texto: Somos todos iguais? (revista Mundo Jovem março de 2009)
·        Elaboração de síntese em grupo
·        Socialização

III MOMENTO
·        Atividade em grupos: construir atividades focadas o tema abordado
·        Atividades a serem desenvolvidas
·        Cartaz
·        Dramatização
·        Exploração do tema através de música ou poema
·        Jogral
·        Cordel
·        Construção das atividades

IV MOMENTO
·        Apresentação das atividades
·        Auto- avaliação


II OFICINA: Juventude e criminalização- Exclusão social e violência urbana em debate
I MOMENTO
·        MÚSICA: Que país é esse? (Legião Urbana)
                 É pra rir ou pra chorar? (Gabriel O Pensador)
·        Introdução do tema

II MOMENTO
FILME:
·        Debater a partir do filme:
·        Por que vivemos em um mundo tão desigual?
·        Que ações podemos realizar a fim de minimizar desigualdades a partir da realidade da qual fazemos parte?

II MOMENTO
·        Leitura do texto: Brasil, que país é esse?
·        A partir da leitura do texto formar grupos para preparar um seminário
·        Buscar informações sobre o tema na internet e outras fontes
·        Trabalhar como organizar um seminário
III MOMENTO
·        REALIZAÇÃO DO SEMINÁRIO
                                          
III OFICINA: Educação e religiosidade: praticando a “cultura do ser”.

I MOMENTO
·        MENSAGEM
·        DINÂMICA
·        Apresentação do tema
II MOMENTO
·        Texto:
·        Elaborar individualmente um resumo do texto
·        Socialização da atividade
III MOMENTO
·        Concurso de redação sobre o tema da oficina- Educação e religiosidade: praticando a “cultura do ser”.
·         Orientação e revisão dos textos produzidos

IV MOMENTO
·        Leitura dos textos e escolha das melhores produções
·        Premiação para 1º, 2º, 3º lugares.
·         
IV OFICINA: Como ser cidadão numa sociedade que privilegia a competição e o consumismo.
I MOMENTO
·        MENSAGEM
·        Discussão sobre o tema
Texto: Cirurgia plástica: solução ou ilusão? (revista Mundo Jovem outubro 2009)

II MOMENTO
·        Dinâmica:
·        Exploração dos textos:
1-Eu etiqueta (Carlos Drumond de Andrade)
2- Consumismo: quem é o vencedor? ( Mundo Jovem março de 2009)
3- O vencedor ( Los Hermanos)   
·      Estabelecer relações entre os textos, buscando compreender a crítica comum que neles é feita.
·      Socialização

III MOMENTO
·        FILME:
·        Promover uma discussão com base no filme, tentando compreender os reflexos e influências do consumismo na sociedade.
·        Elaboração de um texto em grupos sobre o tema: o que é ser cidadão consciente/O que é ser um consumista
·        Exposição e discussão

IV MOMENTO
·        Trabalho em grupo: produção de texto teatral
·        Proposta: produzir e encenar textos que explorem o consumismo  e consumo consciente.
·        Encenação dos textos produzidos

V OFICINA: Ética ambiental: desenvolvendo a consciência ecológica.

I MOMENTO
·        MENSAGEM INICIAL
·        Discussão sobre o tema

II MOMENTO
·        Filme: Uma verdade inconveniente
·        Discussão sobre o filme

III MOMENTO
·        Formação de grupos
·        Proposta de atividade: identificar na comunidade ações negativas do homem sobre a natureza
·        Pesquisar se existe algum projeto ambiental desenvolvido por empresas ou outras organizações
·        Registrar os resultados por meio de fotos, gravação de entrevistas, documentos
·        Organizar os resultados
·        Sugerir ações para minimizar os problemas encontrados

IV MOMENTO
·        Com base nos dados pesquisados, construir um folheto de conscientização
·        Distribuir o folheto na comunidade



Questões sobre varação linguística



MAS, AFINAL, O QUE É LÍNGUA PADRÃO?

Já sabemos que as línguas são um conjunto bastante variado de formas lingüísticas, cada uma delas com sua gramática, a sua organização estrutural. Do ponto de vista científico, não há como dizer que uma forma lingüística é melhor que outra, a não ser que a gente se esqueça da ciência e adote o preconceito ou o gosto pessoal como critério.
Entretanto, é fato que há uma diferenciação valorativa, que nasce não da diferença desta ou daquela forma em si, mas do significado social que certas formas lingüísticas adquirem nas sociedades. Mesmo que nunca tenhamos pensado objetivamente a respeito, nós sabemos (ou procuramos saber o tempo todo) o que é e o que não é permitido... Nós costumamos “medir as palavras”, entre outras razões, porque nosso ouvinte vai julgar não somente o que se diz, mas também quem diz. E a linguagem é altamente reveladora: ela não transmite só informações neutras; revela também nossa classe social, a região de onde viemos, o nosso ponto de vista, a nossa escolaridade, a nossa intenção... Nesse sentido, a linguagem também é um índice de poder.
Assim, na rede das linguagens de uma dada sociedade, a língua padrão ocupa um espaço privilegiado: ela é o conjunto de formas consideradas como o modo correto, socialmente aceitável, de falar ou escrever.
(FARACO, Carlos Alberto & TEZZA, Cristovão)

13- Assinale as alternativas corretas em relação ao texto lido e depois some as alternativas corretas:
A) (8) O preconceito lingüístico nasce do estigma que certas variedades ocupam na sociedade.
B) (2) As ciências da linguagem apontam que não há uma variedade melhor que outra.
C) (4) Falar correto é falar de acordo com a norma padrão.
D) (10) A linguagem é um reflexo da cultura de um povo.

  • A soma correta das alternativas é:
A) 24                                       B) 20                                       C) 8                                 D) 18

14- Relacione os tipos de variação de acordo com os códigos VH- variação histórica, VR- variação regional, VS- variação sócio-cultural:
A) (     ) Aquela que sofre transformações ao longo do tempo. Como por exemplo, a palavra “Você”, que antes era vosmecê e que agora, diante da linguagem reduzida no meio eletrônico, é apenas VC. O mesmo acontece com as palavras escritas com PH, como era o caso de pharmácia, agora, farmácia.
B) (      )  São as variações ocorridas de acordo com a cultura de uma determinada região, tomamos como exemplo a palavra mandioca, que em certas regiões é tratada por macaxeira; e abóbora, que é conhecida como jerimum.
C) (     ) É aquela pertencente a um grupo específico de pessoas. Neste caso, podemos destacar as gírias, as quais pertencem a grupos de surfistas, tatuadores, entre outros; a linguagem coloquial, usada no dia a dia das pessoas; e a linguagem formal, que é aquela utilizada pelas pessoas de maior prestígio social. Fazendo parte deste grupo estão os jargões, que pertencem a uma classe profissional mais específica, como é o caso dos médicos, profissionais da informática, dentre outros.

  • A seqüência correta é:
A) VH- VR-VS                            B) VH- VS-VR                            C)  VR- VH- VS                        D) VS-VH-VR

Sequência Didática para trabalhar o gênero Notícia

Isto é notícia


OBJETIVO GERAL
          Familiarizar os alunos com o gênero notícia, promovendo uma seqüência de atividades focadas no ensino da leitura e da escrita que permitam a formação do aluno enquanto autor autônomo e proficiente.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
          Identificar o conhecimento dos alunos sobre o gênero notícia;
          Discutir sobre as características dos jornais impressos e jornais;
          Explorar cadernos e seções do jornal, identificando assuntos noticiados;
          Captar os objetivos da situação de leitura (buscar informações, atualizar-se, conhecer determinado assunto, divertir-se);
          Conhecer a estrutura composicional do gênero notícia;
          Estabelecer relações entre o conteúdo da notícia e outros textos lidos;
          Conhecer outros gêneros integrantes do jornal tais como: entrevista, piada, charge;
          Compreender e posicionar-se criticamente diante das notícias lidas;
          Produzir uma notícia, tendo como base acontecimentos importantes de sua comunidade.
           Organizar um jornal, valorizando os textos   produzidos. 

I MOMENTO
          Conversar com os alunos sobre o gênero a ser estudado, visando detectar seus conhecimentos prévios acerca do mesmo;
          Discutir as características dos jornais impressos e telejornais;
          Distribuir diferentes notícias para que os alunos, organizados em grupo, tenham o primeiro contato com o gênero;
          Promover uma análise do texto estudado, buscando compreendê-lo;
          Socializar as análises feitas, instigando os alunos a exporem oralmente sua compreensão sobre o texto do grupo para o restante da sala.

II MOMENTO
          Formar grupos e distribuir jornais para que os alunos folheiem, explorem e leiam o material;
          Pedir que resolvam às questões seguintes:
          Para que lemos jornal?
          Qual o nome do jornal lido?
          Como os textos estão distribuídos?
          Que informações aparecem nele?
          O que mais lhes chamou a atenção no jornal?
          Propor um debate a partir das questões propostas.
          Selecionar uma notícia que instigue a curiosidade da turma e explorá-la nos seguintes aspectos:
        Título;
        Nome do autor;
        Espaço do jornal em que foi publicado ( seção, caderno);
        Público a que se destina;
        Assunto abordado.
            Socialização das conclusões da classe.



III MOMENTO
          Formar trios e distribuir jornais;
          Pedir que os alunos observem os aspectos da primeira página, destacando os seguintes pontos:
        Manchete;
        Título;
        Temas abordados;
        Imagens;
          Ajudar os alunos a localizar a notícia principal e pedir que a leiam na íntegra,
          Explorar fotos, diagramas, tabelas, gráficos, mapas e outros recursos de apoio à compreensão do fato informado;
             Incentivar a turma a fazer comentários, opinar, argumentar sobre o texto lido.

IV MOMENTO
          Formar duplas;
          Distribuir cópias de uma notícia;
          Explorar as características da notícia;
          Pedir que identifiquem no lide as respostas às seguintes questões: quem?/ Fez o quê?/ A quem?/ Onde?/ Quando?/ Como?/Por quê?/ para quê?
          Mostrar a função do restante dos parágrafos.
Pedir que os alunos confeccionem um cartaz enfatizando as principais características da notícia e dando exemplos

VI MOMENTO
          Explorar mais notícias levando os alunos a responderem os seguintes questionamentos:
          A que público ela se destina?
          Quando e onde ocorreu o fato noticiado?
          As informações contidas são imparciais ou tendenciosas?
          Explorar o uso da terceira pessoa como fator de distanciamento do fato e maior confiabilidade da notícia.
          Instigar os alunos a concordar, discordar, criticar, assumir uma posição diante do fato, formando um debate sobre o assunto.
          Propor aos alunos que façam o levantamento de dados e fatos da comunidade local que poderiam virar notícia para serem explorados na próxima oficina em que será proposta a produção textual

VII MOMENTO  
          Propor a socialização dos dados e assuntos pesquisados na aula anterior.
          Sugerir a produção de uma notícia a partir desses dados.
          Informar aos alunos que os melhores textos serão publicados em um jornal a ser produzido pro eles.
          Retomar as características da notícia.
          Orientar as produções.

VIII MOMENTO
          Levantamento das principais dificuldades encontradas.
          Revisão dos textos produzidos nos aspectos:
1-Estrutura textual: Organização espacial do texto;
                          Parágrafos;
                          Coerência e coesão.
2- Problema de ordem sintática: Concordância nominal e verbal
                                    Regência.
    3-  Problemas de ordem morfológica: Adequação vocabular;
                                        Conjugação verbal;
                                        Forma de plural e      feminino;
4- Problemas de ordem fonológica: Ortografia;
                                     Acentuação;
                                     Divisão silábica.
          A revisão dos textos será feita por etapas, por isso será disponibilizado um tempo maior nesta oficina.
    Para facilitar a revisão e refacção dos textos serão criados códigos para orientar que aspectos do texto precisam ser melhorados.

REFERENCIAS
          CENPEC- Centro de Estudos e Pesquisas em Educação Cultura e Ação Comunitária. Almanaque do Programa Escrevendo o Futuro. Nº6, agosto de 2007.
          GERALDI. J. W. (org). O texto na sala de aula. São Paulo, Ática, 2003.
          FARIA. M. A. O jornal na sala de aula. São Paulo, Contexto, 1989.
          GIL NETO. A. A produção de textos na escola. São Paulo, Loyola, 1988.